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Padroeira: Santa Maria. Habitantes: 336 habitantes (I.N.E.2001) e 285 eleitores em 31-12-2003. Sectores laborais: Agricultura, pecuária, pequeno comércio, pequena indústria. Tradições festivas: S. Bento da Porta Aberta (2º domingo de Julho) e Santo Amaro (Janeiro). Valores Patrimoniais e aspectos turísticos: Igreja Paroquial, Capelas de S. Bento da Porta Aberta, do Senhor do Alívio, e de S. João, Cividade de Cousourado e ponte românica sobro o rio Coura. Gastronomia: Arroz de cabidela, trutas do rio Coura, cabrito com arroz de forno e arroz doce. Artesanato: Tamancaria, cestaria, tecelagem de linho, lã e farrapos. Colectividades: Associação "A Cividade".
Dista nove quilómetros da sede concelhia, para poente, e é composta pelos lugares de Cossourado, Couto das Cabras, Nogueira, Pecene, Peorada, Suadouro e Bolência.
Freguesia mais a norte do concelho, faz limites com o concelho de Valença, através da freguesia de Fontoura, e com o de Vila Nova de Cerveira, através de Sapardos.
Divergem as opiniões acerca da origem do nome Cossourado, afirmando alguns, de acordo com documentação do ano de 1500, que ele virá do vocábulo Coto-Arado, que significaria — Coto: lugar alto isolado, cimo de uma montanha; Arado: que está cultivado.
Outros, argumentam que não é assim. De facto — apontam —, já muito antes, nas Inquirições de D. Afonso III, que são de 1258, tinha esta terra o nome de Cassoyrado, de que o actual é quase a cópia.
É unânime, no entanto, a afirmação de que se trata de uma povoação antiquíssima. Não subsistem dúvidas acerca da passagem por esta freguesia da via romana que ligava Braga a Astorga, a quarta via militar, possivelmente no lugar da Peorada, nas fraldas do monte da Cividade, lado nascente, avançando depois para onde hoje está situada a Capela de S. Bento da Porta Aberta, descendo à Portela de Gontumil — Fontoura. Ou então, noutra hipótese também estudada, passaria junto à cidade, descendo de seguida ao monte da Gândara — Sapardos.
Fosse como fosse, o monte da Cividade, fortificado, e os montes vizinhos serviriam de postos de apoio e vigia às legiões romanas que percorriam este território. E tão importante terá sido este alto que há quem diga que foi aqui a cidade romana de Cauca, e, no tempo dos Árabes, a de Arnoya.
A verdade é que — dentre outros tipos de vestígios —, na vertente oeste deste monte, à sua raiz, existem uns campos onde têm aparecido, soterradas, vigas carbonizadas, e pelos caminhos próximos, e até nas paredes de vedação das propriedades, há muita telha de rebordo.
Um dos monumentos mais importantes da freguesia de Cossourado é a Capela de S. Bento da Porta Aberta, que se ergue, majestosa, em frondoso arvoredo, num local paradisíaco, que convida o visitante a parar e a repousar à sombra fresca das árvores.
Fundada no ano de 1585 e óbvio testemunho da fama do santuário do Geres, é uma capela setecentista, com fachada flanqueada por uma torre sineira, e constitui centro de grande romaria no segundo domingo de Julho.
Ainda a respeito da história da freguesia, no Inventário Colectivo dos registros Paroquiais Vol. 2 Norte Arquivos Nacionais /Torre do Tombo, pode ler-se na íntegra: "Na lista das igrejas situadas no território de Entre Lima e Minho, elaborada por ocasião das Inquirições de 1258, Santa Maria de Cossourado é citada como uma das igrejas pertencentes ao bispado de Tui. Em 1320, no catálogo daquelas igrejas, mandado elaborar, para pagamento de taxa, pelo rei D. Dinis, Santa Maria de Cossourado foi taxada em 80 libras. Fazia parte do arcediagado de Cerveira, com o nome de "Sancte Marie de Cosoirado". Em 1444, as terras de Coura passaram para o bispado de Ceuta. Quando, em princípios do século XVI, as freguesias de Entre Lima e Minho foram incorporadas na diocese de Braga, D. Diogo de Sousa mandou avaliar os 140 benefícios da comarca eclesiástica de Valença. A igreja de Cossourado tinha então de rendimento 74 réis e 7 pretos , 7 búzios de pão meado e uma libra de cera. Pertencia ao julgado de Coira e Fraiao. Em 1546, no Memorial feito no tempo de D. Manuel de Sousa, estava integrado na Terra de Coura, rendendo, em conjunto com a sua anexa São Martinho de Coura, 60 mil réis. O Censual de D. Frei Baltasar Limpo, na cópia de 1580, estudada pelo P. Avelino Jesus da Costa no seu trabalho "A Comarca Eclesiástica de Valença do Minho", refere sumariamente que Santa Maria era da apresentação de leigos. Segundo o P. António Carvalho da Costa esta igreja de Santa Maria era, no século XVII, abadia da apresentação das Casas de Ferreira d' Eça Machado, de Guimarães, e de Pereira Antas, de Fontoura, alternadamente. Todavia, segundo a Estatística Paroquial, este direito pertencia ao morgado da Boa Vista de Monção, no antigo concelho de Coura. Em termos administrativos a freguesia de Cossourado fazia parte, em 1839, da comarca de Monção e, em 1852, da de Valença. Em 1878 aparece na comarca de Paredes de Coura e julgado de Rubiães."
Fonte consultada: Inventário Colectivo dos registros Paroquiais Vol. 2 Norte Arquivos Nacionais /Torre do Tombo.
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